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ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS

Casos de acidentes com animais peçonhentos na população indígena

Uma série histórica de 2001 a 2007 totaliza 4.479 casos de acidentes causados por animais peçonhentos, desse número a maioria foi por serpentes, representando 72,70% das notificações, seguido pelos acidentes por escorpiões com 11,11%, e aqueles provocados por aranhas, com 4,84%.

Em 2006, foi notificado no SINAN para a população nacional mais de 29 mil acidentes com serpentes, o que representa um coeficiente de incidência de 14,7 casos/100.000 habitantes. Na população indígena, o coeficiente de incidência foi de 146,4 casos/100.000 habitantes, principalmente na Amazônia Legal, utilizando para este cálculo os casos notificados no SInan e a população indígena do Siasi (Figura 1).

Essa alta incidência está diretamente relacionada ao meio ambiente em que vive a população indígena, uma vez que, muitos ainda mantêm seus costumes tradicionais, buscando seus alimentos dentro das matas. O desmatamento desordenado e o garimpo são outros fatores que favorecem esse agravo, além das populações pequenas onde um caso tem uma representação maior que na população nacional.

Observando-se a mesma série histórica, ocorreram 569 casos de acidentes causados por escorpiões na população nacional. Estes acidentes se distribuem quase que homogeneamente em todas as regiões: Sudeste com 39,38% dos casos; Norte com 30,30% dos casos e Nordeste com 25,77%. Em 2006, o coeficiente de incidência desses acidentes foi de 19,11 casos/100.000 habitantes na população nacional, semelhante ao coeficiente de incidência na população indígena com índice de 21,11 casos/100.000 habitantes (Figura 1).


Ver Série Histórica de 2001 a 2006


AVANÇOS

  1. Início, em 2007, de trabalho voltado à vigilância ambiental/Fatores Biológicos em área indígena, identificando os distritos com alta incidência das doenças de importância para a vigilância ambiental;
  2. Fortalecimento da integração com os Programas Nacionais da Secretaria de Vigilância em Saúde que cuidam das doenças de importância para a vigilância ambiental;
  3. Parceria com os Estados e municípios para ações integradas de busca ativa de casos, inquéritos sorológicos e entomológicos e outras ações no combate das doenças de importância para a vigilância ambiental.
  4. Intensificação dos tratamentos para oncocercose com boas coberturas, apesar da carência de profissionais capacitados;
  5. Articulação Interministerial para o combate a oncocercose estabelecendo-se junto ao governo da Venezuela um acordo de cooperação mútua. 
  6. Aprimoramento do fluxo de informações, envolvendo o Desai, Dsei e a SVS.

PERSPECTIVAS

  • Promover alocação de recursos orçamentários para a área de Vigilância Ambiental dos fatores biológicos;
  • Aprimorar a qualidade dos dados epidemiológicos dos agravos de importância para a vigilância ambiental por meio das informações coletadas no SIASI e acesso às informações notificadas no Sinan; 
  • Fomentar as atividades de redução de fontes de infecção humana na cadeia de transmissão, identificando e encaminhando os portadores de infecções para os pólos-base, e posteriormente para o hospital de referência para início do tratamento;
  • Incentivar articulação com o Departamento de Engenharia e Saúde Pública -Densp, com o propósito de melhorar ou substituir as habitações dos indígenas, conforme critério técnico e epidemiológico, respeitando-se sempre as especificidades étnico-culturais.
  • Assegurar insumos básicos para todas as atividades meio realizadas pela área técnica de vigilância ambiental;
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