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Coordenação de Planejamento, Monitoramento e Avaliação

O Projeto Vigisus II, Modernização do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde, em seu Componente B, Saúde Indígena, tem por objetivo dinamizar e apoiar a assistência sanitária aos povos indígenas, assim como desenvolver a capacidade de organização, gestão, atenção e administração do Subsistema de Saúde. Para a consecução deste objetivo, a Funasa/ Vigisus II propõe um processo de fortalecimento institucional que aborda aspectos macro-institucionais da esfera central e de gestão das Coordenações Regionais (COREs), assim como um processo de fortalecimento dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

A proposta de atuação do Projeto apresenta aspectos relevantes relacionados às práticas tradicionais indígenas de saúde, o apoio ao estudo e propostas de intervenção nas áreas de segurança alimentar e alcoolismo e o apoio técnico e financeiro às iniciativas comunitárias e ações de saneamento ambiental e acesso à água em comunidades remanescentes de quilombos. Enfim, as atividades do Projeto se propõem a fortalecer as políticas que contemplam realidades étnicas e culturais fragilizadas.

O alcance destes objetivos demanda a interação entre a informação com a comunicação social e dados cada vez mais fidedignos em prol da melhoria da qualidade de vida das populações indígenas. Estas informações devem ser retro-alimentadas e difundidas de forma que os profissionais de saúde indígena possam apropriar-se delas e participar do processo de qualificação dos dados. Assumir esta atitude é não tomar as atividades de produção de informações como mera rotina burocrática, mas sim gerar o dado e perceber o sentido de seu registro.

Se existe um retorno das informações, como forma de divulgação ampla de indicadores derivados destes dados, porque houve entendimento da importância de seu registro, é razoável esperar um maior comprometimento dos gestores de saúde indígena na coleta, digitação, processamento, interpretação e retro-alimentação das informações. Todo este processo, certamente, facilitará a crítica das variáveis dos indicadores da saúde indígena, minimizando as inconsistências nas bases de dados.

A crítica também constrói e é preciso ter coragem para mostrar o cenário que os dados possam apresentar. As respostas às análises das informações nem sempre são do agrado dos decisores de política.

Dar importância à informação e à sua difusão é contribuir para o controle social, pela transparência dos dados. Ter coragem de dar uma resposta aproximada para uma pergunta correta - "como está a saúde indígena no Brasil", é a proposta da nossa gestão. Este documento pode estar contribuindo para essa resposta.

Hermézio Serrano Filho
Coordenador Geral

Mary Dayze Kinzo
Coordenadora de Planejamento, Monitoramento e Avaliação

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