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Consumo de Álcool
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Consumo de álcool na população indígena
Nas últimas décadas o consumo de álcool foi considerado um problema da saúde pública, e uma das causas principais da doença global, sendo os homens os que apresentam a maioria dos problemas de doenças relacionadas ao consumo de álcool, e constitui-se como a quarta causa da incapacidade entre homens. Na sociedade pode-se estimar que 1,5% de todas as mortes que acontecem no mundo, podem ser atribuídas ao consumo do álcool, e mais de 4.5% para as nações da América Latina e o Caribe. (Pyne et. al. 2002). Em outros paises como Austrália, Canadá, Estados Unidos da América e Nova Zelândia as pesquisas de consumo de drogas na população indígena demonstram um consumo excessivo, assim como taxas de suicídio que são muito superiores das taxas nacionais especialmente na população jovem.
Para o ano 1996, segundo informações governamentais do Brasil, foi estimado que o consumo de álcool, em litros per cápita
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, era o seguinte: cerveja (média 5o)= 2,96; destilados (>40o)= 2,28 e vinho (12o)= 0,33 totalizando 5,07 litros. Estes dados foram ajustados devido a estimação de 1 bilhão de litros de pinga não registrada, para este mesmo ano, aumentando o total de litros consumidos per capita para 14,01. (Dunn e Laranjeira, 1996).
Segundo o Departamento de Serviços Humanos e de Saúde da Austrália, no informe 1993 World Drink Tends estima-se que o consumo de álcool em litros de bebidas destiladas era de 1,3l per cápita situando o Brasil na 30a posição mundial, e o consumo de cerveja era de 42,4 litros per cápita (posição 29ª)
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Segundo a FAO (1998), no Brasil a indústria do álcool em 1996 produziu 6.500.000 toneladas métricas de cerveja e 670.000 toneladas métricas de bebidas destiladas. Dados mais recentes informam que o Brasil produz cerca de 1,8 bilhões de litros de cachaça de alambique (artesanal) e de coluna (industrial) por ano; aproximadamente 60% desta produção é elaborada em Minas Gerais, onde existem pelo menos 8,5 mil produtores. Somente em São Paulo são vendidas diariamente cerca de 1 milhão de doses. O mercado movimenta anualmente R$ 3,5 bilhões e gera 900.000 empregos. A qualidade dos produtos é variável e seus custos variam entre 5 a 900 reais por garrafa.
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Metodologicamente as estimações do consumo per cápita de álcool são realizadas mediante a divisão da produção total de álcool (e a diferença entre importação e exportação) pela população total maior de 15 anos.
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Citado por Saggers S. e Gray D., “Dealing with alcohol: indigenous usage in Australia, New Zealand and Canada”. Cambridge University Press, 1988:35.
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Hoje, Caderno Brasília No. 504. 6/1/2007
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